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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Desfragmentando a Alma

Não sei exatamente quem são as pessoas que acessam o blog, nem quantas são, fiquei feliz em saber esses dias que um primo meu havia acessado e lendo disse ter a sensação de estar me ouvindo falar, ou me vendo escrever, eu escrevo pensando, e enquanto penso continuo escrevendo e assim vou vivendo.
Na terça dia 27, fui ao cinema, chorei um pouco durante o filme e mais depois do filme, não posso dizer que achei o filme tudo isso, nem posso afirmar que o filme não é bom, o filme é bom, o meu momento é que não é, e isso estraga qualquer filme, me lembro da primeira vez que fui ao cinema vivendo um momento parecido, o filme era "O Paizão" com Adam Sandler, o filme é ótimo, mas é claro que eu precisei assistir o filme outra vez, eu adoro ir ao cinema, mas preciso aprender a não ir quando estou assim. Peço desculpas a Heleni, que foi comigo ao cinema e nem sabe o porquê de eu estar tão distante, a Heleni é uma pessoa e tanto, tem muitos problemas pra resolver, e além de minha contadora consegue ser minha amiga, se preocupa, me dando forças pra eu não desistir dos meus próprios sonhos, espero saber retribuir cada gesto de amizade que tenho encontrado em minha vida através das pessoas que conheço, algumas vezes da uma vontade enorme de desistir e aparece uma Gal, ou um Joabe, e me dizem coisas que me fazem ver que eu preciso acreditar mais em mim, ja que outras pessoas acreditam.
Outro dia estive pensando sobre como os anos, os meses, os dias em fim, tudo parece estar passando cada vez mais rápido, comecei a pensar sobre o assunto, acreditem eu me lembro como se fosse hoje, com detalhes inclusive, do dia primeiro de janeiro de 1980, uma terça feira, eu completaria 4 aninhos em agosto daquele ano, mas é sério, eu me lembro, morávamos no mesmo quintal que meus avós paternos, não sei exatamente como se escreve isso mas era conhecido como "Parede meia" minha mãe pelo menos falava assim, 1980 não foi um ano que passou tão rápido quanto 2002, 2003, 2004... 2007 e 2008 então nem se fala e a verdade é que pelo que eu já pude perceber, esse ano vai passar ainda mais rápido, ja que está começando difícil, profissionalmente falando eu ja imaginava que seria e não há nenhuma surpresa nisso, mas emocionalmente, essa parte sim, é total surpresa. Vou acabar indo assistir "Se Eu Fosse Você 2" sozinho mesmo, "Linda, isso não vai ser fácil". Obrigado Laercio pelo comentário.
As coisas ficam mais difíceis, as lutas parecem ficar mais intensas, as batalhas cada vez mais próximas uma da outra e a gente começa a ter essa noção de que o tempo está se abreviando rápido demais.
Sabe quanto tempo vive um cão, em média 15 a 16 anos, e o tempo deles passa mais rápido, ja reparou no quanto um cão é expressivo, e isso acelera o batimento cardiaco deles, abreviando o tempo, mas nós não temos que nos preocupar com isso, expressar sentimentos nos faz bem a saude, uma frase que marcou pra mim no filme e eu ja a conhecia de um trecho do livro que eu havia lido, "De o seu coração a um cão e ele te dara o dele" Marley & Eu conta a história de um casal, que entre muitas preocupações, resolve ter um cão, a família começa ai, com o cão, ele é um tremendo bagunceiro, ele é enorme, difícil de lidar mas foi o primeiro membro a entrar para a família depois do casamento, O Filme, fala essencialmente de se doar, se entregar, não é preciso assistir ao filme pra pensar nisso, basta olhar para as crianças, fazem amizades com uma facilidade enorme, porque temos tanta dificuldade em fazê-lo, e quando conseguimos, porque deixamos que isso se torne tão frágil!?!?!?!
Tenho em minhas mãos a edição da revista "Isto É" de Dezembro de 2008, na página 114 li um texto do ator, autor, escritor e sei lá mais quantas outras coisas "Miguel Falabella" o texto todo é ótimo mas o trecho que me chamou a atenção me falou muito por conta do momento complicado que estou vivendo, eu tomei a liberdade de alterar o texto pra deixá-lo mais passional, o texto original vai ficar na revista, ai vai...


"Quantas vezes mais serei capaz de sonhar novamente, quantas vezes mais meu coração vai conseguir romper as barreiras das lágrimas causadas por mágoas ou frustrações, é o que tenho pensado todas as noites. Segundo o Miguel, há um número limitado para tudo, e deviam ensinar isso nas escolas, junto com as primeiras letras. Com a letra "A" vamos escrever "AMOR" durante um tempo. Depois a credulidade nos abandona"